terça-feira, 5 de março de 2013
1. Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez
Editora Record
448 páginas
Aleatoriamente, o primeiro livro escolhido por mim foi o Cem Anos de Solidão do Gabriel García Márquez. Na verdade, a escolha nem foi tão aleatória assim. Já tinha ouvido falar muito bem do Gabriel, então resolvi começar por ele. Ainda mais depois que li a sinopse.
O fato de um livro com grandes pitadas de surrealismo figurar na lista dos 100 livros do Telegraph (bem como por se tratar de escritor de origem latina), me chamou a atenção.
Apesar de ainda estar no início do início da lista, já acho que não tinha livro melhor para que eu começasse a ler, mesmo não sendo uma das leituras mais fáceis, ele fez com que eu me apaixonasse de novo pelo hábito da leitura (já não lia por hobby há alguns anos).
O livro é deliciosamente confuso. Muito, muito interessante. Tem personagens muito complexos (psicologicamente falando), 70% destes tem pelo menos um de seus nomes iguais e as relações familiares chegam a ser cômicas. Fatos que, ao meu ver, dificultam um pouco a leitura para quem não tem muito tempo para ler todos os dias. Passar vários dias sem ler o livro pode causar confusão quando da retomada ("mas, péra, qual Aureliano é esse mesmo?"). Dica: consultem sempre a árvore genealógica, na edição que eu comprei (capa acima) tem.
Destaque para a forma irônica pela qual o autor narra a história. Em quase todas as páginas há sátiras bem claras (e outras nem tanto) aos ditadores latinos, ao atraso tecnológico, educacional e cultural em que nós, latino-americanos, nos encontramos e à forma excêntrica e calorosa em que convivemos socialmente.
Como eu falei, há personagens fascinantes, do tipo que dá vontade que de fato existissem, só pra gente manter contato. Acabei a leitura apaixonado pela "Remédios, a Bela", querendo ser amigo de quase todos Aurelianos e admirando incondicionalmente a vovó dinossaura Úrsula.
Enfim, é o tipo de livro que você acaba e fala: "Meu Deus. É muito louco e ao mesmo tempo faz total sentido". Mudou minha vida, mas eu sou uma pessoa impressionável. Acho que quase todos mudarão.
Quando acabar a lista, ou até mesmo antes, pois acho que não terei paciência pra ficar só na lista do Telegraph tantos anos da minha vida, quero ler alguns outros livros do Gabriel. Quem sabe Memórias de Minhas Putas Tristes? O título é sugestivo, né?
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